Muitas vezes as palavras que pensamos perdem-se no vento quando nos surjem com a sua verdadeira força. Ou por não termos onde as anotar, ou por fugirem por diálogos depois esquecidos.
Este blog, não é dedicado a alguém, mas a essas palavras perdidas que vou tentar agarrar e aprisionar no "papel".
Será isto correcto? Não deveria deixá-las livres para inspirarem outras almas?
Não seria porventura uma forma de espalhar a palavra no mundo, de deixar vendados os seus mistérios para outros os poderem descobrirem por si sós, de não estragar a aura que envolve o desconhecido, que tanto nos fascina?
Não creio. Livres, as palavras deixam de nos tocar, só têm para nós humanos significado e se deixamos de as ouvir, nenhum outro ser as reconhece, elas deixam de existir. É então para as fazer viver e perpétuar que as escrevemos e transmitimos aos outros. Mesmo a questão do quebrar do mistério, ao revelar palavras, é algo que não se justifica, uma vez que somos tão pequenos que, até descobrirmos algo verdadeiramente importante que tire mistério à vida, ainda teremos muitos pequenos passos a dar. Não sejamos tão antropocêntricos ao ponto de nos arvorarmos senhores do saber, quando aquilo que sabemos é simplesmente no máximo aquilo que podemos saber!
Tentarei trazer algo para este blog, mas também eu me perco no vento, por isso não prometo encontrar-me